Banco Central projeta inflação acima da meta até 2028
Relatório do BC justifica corte na Selic, mas admite que inflação só deve atingir a meta de 3,1% no terceiro trimestre de 2028.
Pontos principais
- O Copom estendeu o horizonte da política monetária até o primeiro trimestre de 2028.
- O fenômeno El Niño é apontado como o principal fator de pressão nos preços de alimentos.
- A revisão do crescimento do PIB para 2,0% em 2026 pressiona a inflação de serviços.
- Analistas do Goldman Sachs questionaram o foco em projeções de longo prazo para a normalização dos juros.
O Banco Central do Brasil divulgou seu relatório trimestral detalhando a estratégia por trás do recente corte na taxa Selic. A autoridade monetária reconheceu que a inflação deve permanecer acima da meta estabelecida, projetando um retorno ao patamar de 3,1% apenas no terceiro trimestre de 2028. Para acomodar essa trajetória, o Copom ampliou o horizonte relevante de sua política monetária. O documento destaca que desafios climáticos, como o El Niño, continuam elevando os preços dos alimentos, enquanto a expectativa de um crescimento de 2,0% no PIB para 2026 impõe pressões adicionais sobre o setor de serviços. A decisão gerou reações no mercado financeiro, com analistas do Goldman Sachs alertando para os riscos de focar em projeções de longo prazo e recomendando cautela no processo de normalização dos juros.
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