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BC corta Selic para 14,5% e vê inflação da guerra em 2028

O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano, mas a ata do Copom revela preocupação com a inflação se estendendo até 2028 devido à guerra no Oriente Médio e incertezas globais.

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Foto: InfoMoney
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05/05 às 09:02 · atualizado 13:02

Pontos principais

  • A taxa Selic foi reduzida de 14,75% para 14,5% ao ano, marcando o segundo corte consecutivo.
  • As expectativas de inflação se afastaram da meta para este e os próximos anos após o início da guerra no Oriente Médio.
  • A ata do Copom indica que a inflação pode invadir 2028, diminuindo a margem para cortes na taxa Selic.
  • O Banco Central justificou a decisão pela necessidade de desacelerar a economia após um longo período de Selic alta.
  • As tensões geopolíticas no Oriente Médio e a incerteza sobre a política econômica dos EUA são fatores-chave na análise do Copom.
  • O custo de trazer a inflação de volta à meta é maior com expectativas desancoradas, justificando a postura restritiva.

O Banco Central do Brasil decidiu cortar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano. Esta é a segunda redução consecutiva, ocorrendo mesmo com as expectativas de inflação se distanciando da meta para o ano corrente e os próximos, influenciadas pelo conflito no Oriente Médio. Apesar do cenário inflacionário, o Comitê de Política Monetária (Copom) considerou a redução como a decisão mais adequada, visando a desaceleração econômica após um período prolongado de Selic em 15% ao ano.

A ata do Copom, divulgada posteriormente, revela uma preocupação mais aprofundada com a inflação, indicando que ela pode se estender até 2028. Essa desancoragem das expectativas de inflação para 2028 é um fator novo e preocupante, sugerindo que o Banco Central pode adotar uma postura mais cautelosa, com um ciclo de cortes de juros menor do que o esperado. O Copom manteve uma postura cautelosa, sem indicar os próximos passos para a política de juros, e levou em conta a incerteza do cenário externo, incluindo a política econômica dos EUA, e a moderação da atividade econômica doméstica.

As tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus potenciais impactos nas cadeias de produção, distribuição e preços de petróleo são elementos-chave na análise do Copom. A probabilidade de impactos mais duradouros e a desancoragem das expectativas de inflação para 2028 preocupam o colegiado, que entende que o custo de trazer a inflação de volta à meta é maior com expectativas desancoradas, justificando a postura restritiva. Apesar dos desafios, o Copom considerou apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária.

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