O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano, mas a ata do Copom revela preocupação com a inflação se estendendo até 2028 devido à guerra no Oriente Médio e incertezas globais.
O Banco Central do Brasil decidiu cortar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano. Esta é a segunda redução consecutiva, ocorrendo mesmo com as expectativas de inflação se distanciando da meta para o ano corrente e os próximos, influenciadas pelo conflito no Oriente Médio. Apesar do cenário inflacionário, o Comitê de Política Monetária (Copom) considerou a redução como a decisão mais adequada, visando a desaceleração econômica após um período prolongado de Selic em 15% ao ano.
A ata do Copom, divulgada posteriormente, revela uma preocupação mais aprofundada com a inflação, indicando que ela pode se estender até 2028. Essa desancoragem das expectativas de inflação para 2028 é um fator novo e preocupante, sugerindo que o Banco Central pode adotar uma postura mais cautelosa, com um ciclo de cortes de juros menor do que o esperado. O Copom manteve uma postura cautelosa, sem indicar os próximos passos para a política de juros, e levou em conta a incerteza do cenário externo, incluindo a política econômica dos EUA, e a moderação da atividade econômica doméstica.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus potenciais impactos nas cadeias de produção, distribuição e preços de petróleo são elementos-chave na análise do Copom. A probabilidade de impactos mais duradouros e a desancoragem das expectativas de inflação para 2028 preocupam o colegiado, que entende que o custo de trazer a inflação de volta à meta é maior com expectativas desancoradas, justificando a postura restritiva. Apesar dos desafios, o Copom considerou apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária.
Agência Brasil - EBC • 5 mai, 11:38
InfoMoney • 5 mai, 10:34
G1 Política • 5 mai, 08:06
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