Rubens Ometto projeta sucesso na recuperação extrajudicial da Raízen
O plano de reestruturação da Raízen avança com apoio de credores, enquanto a IG4 Capital propõe investir R$ 2 bilhões para assumir o controle.
Pontos principais
- A Raízen obteve adesão de 80,15% dos credores ao seu plano de recuperação extrajudicial.
- O plano prevê a conversão de 45% da dívida de R$ 65 bilhões em participação acionária.
- A Shell injetará R$ 3,5 bilhões, com aporte adicional de R$ 500 milhões previsto por Rubens Ometto.
- A gestora IG4 Capital propôs investir R$ 2 bilhões para adquirir créditos e deter o controle da companhia.
- A proposta da IG4 visa melhorias operacionais e produtividade, com negociações em curso até 2027.
O processo de recuperação extrajudicial da Raízen ganha novos contornos com a movimentação da gestora IG4 Capital, que propôs um investimento de R$ 2 bilhões para adquirir créditos da companhia. O objetivo da gestora é deter 50% mais uma ação da empresa, posicionando-se como investidor de referência. A proposta, que seria financiada pelo terceiro fundo da IG4 e coinvestidores, busca manter o plano de recuperação atual, focando em ganhos de produtividade e tecnologia, enquanto a firma nega qualquer envolvimento do BTG Pactual na operação. Executivos da IG4 já iniciaram conversas com credores locais e internacionais, projetando uma conclusão para o processo até março de 2027.
Paralelamente, Rubens Ometto, controlador da Cosan, mantém o otimismo sobre a viabilidade do plano original, que já conta com a adesão de 80,15% dos credores. A estratégia central envolve a conversão de 45% do passivo de R$ 65 bilhões em ações, além de um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e a segregação das unidades de açúcar e etanol da divisão de combustíveis. Ometto reforça que a reestruturação é essencial para o ajuste do balanço e a sustentabilidade do conglomerado, garantindo estabilidade operacional frente aos desafios do mercado.
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