Acordo de R$ 64,7 bilhões inclui aporte da Shell, conversão de dívida em ações e a cisão das divisões de energia e combustíveis até 2027.
A Raízen protocolou formalmente seu plano de recuperação extrajudicial após obter a adesão de 75,45% de seus credores para reestruturar um passivo de R$ 64,7 bilhões. A estratégia visa sanear a estrutura de capital da empresa por meio da conversão de 45% da dívida em participação acionária e uma injeção de capital de R$ 3,5 bilhões liderada pela Shell, com a possibilidade de um aporte adicional de R$ 500 milhões por parte da Aguassanta Participações. O processo é conduzido pelo Chief Restructuring Officer (CRO) Lorival Nogueira Luz Jr., que assume a responsabilidade de liderar a execução das medidas de estabilização financeira e a nova governança, que contará com um conselho de sete membros.
Além do suporte financeiro, a companhia planeja uma reorganização societária com a cisão das divisões de Energia e Combustíveis, prevista para ser concluída até o final de 2027. Como parte do acordo, o licenciamento da marca Shell será renovado por 15 anos, com opção de renovação por igual período e uma nova metodologia para o cálculo de royalties. A empresa ressaltou que a reestruturação foca no passivo financeiro e não impacta as obrigações correntes com clientes, fornecedores e parceiros comerciais, buscando assegurar a sustentabilidade do negócio a longo prazo.
InvestNews • 6 jun, 09:01
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