Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF contra busca e apreensão
Advogados do senador contestam a operação da PF que investiga vínculos com o Banco Master e reforçam a licitude dos bens apreendidos em recurso ao STF.
Pontos principais
- A defesa de Jaques Wagner protocolou recurso no STF para anular a busca e apreensão realizada em sua residência.
- O senador é investigado na 9ª fase da Operação Compliance Zero por suspeitas de receber vantagens indevidas, incluindo um imóvel de luxo.
- Advogados negam atuação em favor do Banco Master e citam votações no Congresso onde o parlamentar se posicionou contra interesses da instituição.
- A defesa sustenta que os valores em espécie apreendidos possuem origem lícita e comprovada, provenientes de diárias de missões internacionais e rendimentos regulares.
- O recurso utiliza manifestações de outros parlamentares para reforçar a tese de ausência de influência indevida do senador no caso.
- O pedido de anulação das medidas cautelares será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal.
A defesa do senador Jaques Wagner acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a anulação da busca e apreensão realizada em sua residência durante a nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura supostos vínculos do parlamentar com o Banco Master, incluindo suspeitas de recebimento de um apartamento de luxo em Salvador e repasses financeiros a empresas ligadas à família do senador em troca de atuação política. Em sua petição, os advogados argumentam que a decisão judicial conteve erros e reafirmam a licitude dos valores em espécie encontrados no local, alegando que o montante é fruto de diárias de missões internacionais do Senado e movimentações bancárias regulares. O recurso, que busca contestar os fundamentos da investigação conduzida pela Polícia Federal, será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.
Além de questionar os procedimentos da operação, a defesa nega qualquer interferência do senador em favor da instituição financeira. Os advogados destacam que Wagner apresentou emendas contrárias aos interesses do banco e citam manifestações de outros parlamentares para reforçar a tese de que não houve influência indevida em votações ou processos legislativos. O objetivo central da petição é reverter as medidas cautelares impostas e questionar a validade das provas colhidas pela PF, mantendo a postura de que o parlamentar não cometeu irregularidades no exercício de suas funções legislativas.
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