Julgamento de policiais acusados de matar delator do PCC é anulado
O júri dos três policiais militares foi dissolvido após abandono da defesa, exigindo a remarcação do julgamento pelo assassinato de Vinícius Gritzbach.
Pontos principais
- O julgamento foi anulado após um desentendimento entre a defesa dos réus e o Ministério Público, levando à dissolução do conselho de sentença.
- Os réus Ruan Silva Rodrigues, Denis Antônio Martins e Fernando Genauro da Silva seguem presos enquanto aguardam a nova data do júri.
- Sete testemunhas de acusação já haviam prestado depoimento, mas deverão ser ouvidas novamente no novo processo.
- O crime, ocorrido em 2024 no Aeroporto de Guarulhos, vitimou o delator Vinícius Gritzbach e o motorista Celso Araújo Sampaio de Novais.
O julgamento dos três policiais militares acusados de executar o delator Antônio Vinícius Lopes Gritzbach e o motorista Celso Araújo Sampaio de Novais, em novembro de 2024, foi anulado nesta semana. O processo, que ocorria no Fórum de Guarulhos sob forte esquema de segurança, foi interrompido após a defesa dos réus abandonar o plenário em meio a um desentendimento com o promotor do caso. Com a dissolução do conselho de sentença, todos os atos realizados até o momento, incluindo o depoimento de sete testemunhas de acusação, perderam a validade jurídica e deverão ser repetidos em uma nova data a ser definida pela Justiça. O caso, que apura a morte de um colaborador do Ministério Público em investigações sobre corrupção policial e o PCC, segue com os três agentes mantidos em prisão preventiva. Embora a defesa sustente que a investigação da Polícia Civil foi manipulada, o Ministério Público reafirma a tese de que o crime foi uma execução planejada por lideranças da facção criminosa. O impasse judicial prolonga a expectativa por um desfecho sobre o atentado ocorrido no Aeroporto de Guarulhos, enquanto as autoridades continuam as buscas por outros suspeitos e supostos mandantes ainda foragidos.
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