Ataques israelenses contra 80 alvos do Hezbollah rompem o cessar-fogo mediado pelos EUA, elevando a tensão regional após a morte de quatro soldados.
A região enfrenta uma escalada crítica de tensões após Israel realizar ataques contra mais de 80 alvos do Hezbollah no sul do Líbano. A ofensiva, que resultou na morte de 18 civis e dezenas de combatentes, foi intensificada como retaliação pela morte de quatro soldados israelenses em combate, marcando uma ruptura significativa no cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. O cenário é agravado pela decisão de Israel de manter uma zona de segurança de 10 km dentro do território libanês, desafiando os termos do pacto de paz assinado recentemente entre Washington e Teerã, que exigia o fim das hostilidades em todas as frentes.
O governo de Benjamin Netanyahu descreveu as negociações com a administração do presidente Donald Trump sobre a permanência das tropas como difíceis, mantendo a postura de resistência à retirada imediata das forças. Enquanto o Hezbollah reporta combates intensos, especialmente na região de Nabatieh, a comunidade internacional observa com preocupação a fragilidade dos compromissos diplomáticos. A manutenção da zona de segurança e a continuidade das operações militares colocam em xeque a estabilidade regional que o acordo pretendia garantir, levantando dúvidas sobre a viabilidade de uma pacificação duradoura no território libanês.
NYTimes World • 19 jun, 07:13
G1 Mundo • 19 jun, 06:43
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