Entidades criticam redução de 0,25 ponto na taxa Selic
O Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano, mas setores da indústria e trabalhadores consideram o corte insuficiente para estimular a economia.
Pontos principais
- O Comitê de Política Monetária (Copom) fixou a taxa Selic em 14,25% ao ano.
- A CNI afirma que o ajuste é ineficaz para reverter a estagnação dos investimentos e a asfixia financeira das empresas.
- A CUT criticou a medida por considerá-la tímida e favorável ao rentismo.
- Setores produtivos sugerem que a estabilização dos preços do petróleo permitiria cortes mais agressivos.
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a redução da taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, decisão que gerou reações críticas entre entidades representativas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o corte como insuficiente, argumentando que o nível atual de juros mantém a asfixia financeira de empresas e famílias, sendo incapaz de destravar novos investimentos no país. Em linha semelhante, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou a política monetária por considerá-la tímida e excessivamente voltada ao setor financeiro.
Embora a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tenha visto o movimento como um passo positivo, o setor produtivo sustenta que a estabilização dos preços do petróleo, após o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, ofereceria margem para uma flexibilização mais agressiva da política de juros, necessária para reverter a atual estagnação econômica.
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