Governo negocia renegociação de dívidas do agronegócio
Governo estima impacto de R$ 22,4 bilhões em 2027 com dívidas rurais, enquanto o setor busca socorro para débitos que somam R$ 180 bilhões.
Pontos principais
- O setor agropecuário enfrenta um endividamento de R$ 180 bilhões e busca auxílio federal para renegociação.
- Estimativas da Fazenda apontam custo de R$ 139,8 bilhões em 13 anos, com impacto de R$ 22,4 bilhões em 2027.
- O agronegócio lidera o ranking de isenções fiscais no Brasil, gerando críticas sobre a solicitação de novos subsídios.
- O governo sinaliza possível veto ao projeto de R$ 200 bilhões para proteger o arcabouço fiscal vigente.
O Ministério da Fazenda intensificou as negociações com o Congresso para ajustar a renegociação das dívidas do setor agropecuário, que somam R$ 180 bilhões. O governo alerta que o projeto aprovado no Senado, que prevê uma linha de crédito de R$ 200 bilhões, pode gerar um impacto total de R$ 139,8 bilhões ao longo de 13 anos. Somente em 2027, o custo estimado de R$ 22,4 bilhões pressiona a meta de superávit primário, dificultando o equilíbrio das contas públicas. O governo mantém postura rígida, indicando que poderá recorrer ao veto caso o texto final comprometa o arcabouço fiscal.
O debate ocorre em um cenário de contradição apontado por críticos, uma vez que o agronegócio é atualmente o setor que mais recebe benefícios de renúncia fiscal no país. Enquanto a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contesta os cálculos da equipe econômica, o presidente da Câmara, Hugo Motta, defende a imposição de limites para evitar que a medida se torne uma pauta-bomba. A discussão sobre o socorro financeiro se entrelaça com as negociações do Plano Safra e a necessidade de manter a sustentabilidade da política fiscal do governo federal.
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