Senado aprova projeto de refinanciamento de dívidas rurais
O governo federal estima um impacto de R$ 140 bilhões aos cofres públicos e avalia vetar ou recorrer ao STF contra o projeto aprovado pelo Senado.
Pontos principais
- O projeto segue para a Câmara dos Deputados após ser aprovado com alterações no Senado.
- O Ministério da Fazenda estima um custo de R$ 140 bilhões ao Tesouro Nacional.
- A proposta prevê o uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal e linhas de crédito via BNDES.
- O governo federal considera o texto atual incompatível com a responsabilidade fiscal.
- O ministro Dario Durigan afirmou que o Executivo buscará alterações no texto durante a tramitação na Câmara.
- Caso o projeto não seja ajustado, o governo não descarta o veto presidencial ou uma ação direta no STF.
- O governo defende uma política de auxílio mais focalizada para produtores que comprovem perdas reais.
O Senado Federal aprovou um projeto de lei que estabelece novas regras para o refinanciamento de dívidas do setor rural, gerando um embate direto com o governo federal. Enquanto parlamentares defendem a medida como essencial para a sustentabilidade do agronegócio, o Ministério da Fazenda, por meio do ministro Dario Durigan, reforçou o alerta de que o impacto fiscal pode atingir R$ 140 bilhões aos cofres públicos. O governo argumenta que o texto atual se distancia do foco original de auxílio aos produtores mais necessitados e compromete o equilíbrio das contas públicas, defendendo uma política mais focalizada para quem realmente comprovou perdas.
Diante do cenário, a equipe econômica intensificou a pressão para que o projeto seja alterado durante sua tramitação na Câmara dos Deputados. O governo federal sinalizou que, caso o texto não seja ajustado para preservar o equilíbrio fiscal, não descarta a aplicação de vetos presidenciais ou até mesmo o acionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia busca encontrar alternativas que apoiem o setor sem desestabilizar o orçamento, mantendo sob análise crítica o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e as linhas de crédito via BNDES previstas na proposta original.
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