Paulo Sérgio Neves de Souza afirmou que o mercado financeiro associava a emenda de aumento do FGC à gestão de Roberto Campos Neto.
O ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, revelou em diálogo com Daniel Vorcaro que o mercado financeiro atribuía a responsabilidade pela chamada 'emenda Master' à gestão de Roberto Campos Neto. A medida, que visava elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, tornou-se um ponto de controvérsia no setor. Segundo o relato, a percepção de que a emenda contava com influência direta da cúpula do BC alimentou debates sobre a independência da autarquia e possíveis conflitos de interesse. O episódio ilustra a sensibilidade do mercado quanto a alterações regulatórias que impactam diretamente a proteção de depósitos bancários e a estabilidade do sistema financeiro nacional, evidenciando as tensões entre agentes privados e a autoridade monetária.
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