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Aliados de Daniel Vorcaro tentaram silenciar irmã de 'Sicário'

Investigação da PF revela que a família Vorcaro negociou pagamentos para conter ameaças de Joana Mourão após a morte de seu irmão, o 'Sicário'.

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Foto: InfoMoney
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16/06 às 13:15 · atualizado 16:01

Pontos principais

  • Documentos da PF apontam que Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, atuou como intermediário para conter ameaças de Joana Mourão contra a família Vorcaro.
  • Joana Mourão exigia suporte financeiro para ela e sua mãe, Denise, após a morte de Luiz Phillipi Mourão, o 'Sicário', ex-operador do Banco Master.
  • A extorsão envolvia a ameaça de divulgação de dados contidos na nuvem do celular de Luiz Phillipi, que incriminariam a família do banqueiro.
  • Investigações sugerem que Henrique Vorcaro autorizou pagamentos, camuflados por contratos fictícios, para garantir o silêncio da irmã do falecido.
  • O material foi tornado público pelo ministro do STF André Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero.
  • A operação apura crimes de lavagem de dinheiro e a manutenção de uma suposta milícia armada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
  • O STF deve julgar hoje o pedido de revogação da prisão de Henrique Vorcaro.

Documentos da Polícia Federal, tornados públicos pelo ministro do STF André Mendonça no contexto da Operação Compliance Zero, detalham uma tentativa de silenciamento envolvendo a família do banqueiro Daniel Vorcaro e Joana Mourão. Joana é irmã de Luiz Phillipi Mourão, o 'Sicário', ex-operador do grupo ligado ao Banco Master que faleceu após uma tentativa de suicídio na prisão. Segundo as investigações, Joana utilizou mensagens diretas para chantagear Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, ameaçando vazar informações contidas na nuvem do celular de seu irmão caso não recebesse auxílio financeiro imediato para ela e sua mãe, Denise Mourão.

As apurações indicam que Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo e apontado como braço direito de Henrique Vorcaro, atuou como intermediário para gerir a crise e tentar comprar o silêncio de Joana. Suspeita-se que o grupo tenha utilizado contratos fictícios para camuflar os repasses de recursos destinados a conter as ameaças. O caso, que também apura a existência de uma suposta milícia armada ligada a Daniel Vorcaro, ganha novos desdobramentos judiciais, com o Supremo Tribunal Federal previsto para avaliar hoje o pedido de revogação da prisão de Henrique Vorcaro.

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