Zema nega compra de votos e defende transparência em emendas
O ex-governador de Minas Gerais refutou acusações de compra de apoio parlamentar e criticou o atual modelo de emendas impositivas.
Pontos principais
- Romeu Zema afirmou ser contrário à prática de compra de votos para obter apoio político.
- O ex-governador alegou que a falta de recursos financeiros no início de sua gestão inviabilizaria qualquer negociação desse tipo.
- Zema explicou que sua estratégia focava em complementar emendas parlamentares destinadas a obras estruturantes.
- O político defendeu uma reforma na legislação para ampliar a transparência na destinação de verbas públicas.
- As declarações foram feitas durante o evento VEJA Fórum Rumos do Brasil, realizado em São Paulo.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, negou publicamente ter utilizado a compra de votos para garantir apoio parlamentar durante sua gestão. Durante o evento VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, o político reforçou que, além de ser contrário à prática, o estado não dispunha de recursos financeiros suficientes para viabilizar negociações desse gênero ao longo de seu mandato. Zema explicou que sua estratégia de articulação baseava-se em incentivos, onde o Executivo complementava emendas parlamentares voltadas exclusivamente para obras estruturantes. O ex-governador aproveitou a ocasião para criticar o volume atual de emendas impositivas, que retiram a autonomia do Executivo sobre o orçamento. Ele defendeu mudanças na legislação vigente, argumentando que o sistema atual carece de mecanismos de controle e que é necessário implementar maior transparência na destinação de recursos públicos para evitar distorções na gestão estatal.
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