O ex-governador de Minas Gerais refutou acusações de compra de apoio parlamentar e criticou o atual modelo de emendas impositivas.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, negou publicamente ter utilizado a compra de votos para garantir apoio parlamentar durante sua gestão. Segundo o político, além de ser contrário à prática, o estado não dispunha de recursos financeiros suficientes para viabilizar negociações desse gênero ao longo de seu mandato. Zema explicou que sua estratégia de articulação política baseava-se em incentivos, onde o Executivo complementava emendas parlamentares voltadas exclusivamente para obras estruturantes no estado. O ex-governador aproveitou a ocasião para criticar o volume atual de emendas parlamentares impositivas, que retiram a autonomia do Executivo sobre o orçamento. Ele defendeu mudanças na legislação vigente, argumentando que o sistema atual carece de mecanismos de controle e que é necessário implementar maior transparência na destinação de recursos públicos para evitar distorções na gestão do orçamento estatal.
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