Romeu Zema, pré-candidato à presidência, propõe privatizar estatais, reformar a previdência e endurecer regras de auxílios sociais, além de prometer uma economia de R$ 10 trilhões em 20 anos.
O pré-candidato à presidência Romeu Zema anunciou que, se eleito, seu governo terá como prioridade a privatização de todas as estatais da União, incluindo empresas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Correios. A medida, segundo Zema, visa a reduzir a taxa de juros no país e equilibrar as contas públicas, que seriam beneficiadas pela entrada de recursos e pela diminuição de despesas com essas companhias. Além das privatizações, Zema defende a implementação de reformas administrativa e previdenciária para garantir a sustentabilidade do sistema e a saúde fiscal do Estado. Ele prometeu uma economia de R$ 10 trilhões em 20 anos por meio de um ajuste fiscal, comparando a proposta ao modelo implementado em sua gestão em Minas Gerais, embora sem detalhar quais benefícios sociais seriam revisados ou apresentar estimativas técnicas.
Zema também criticou a anulação da Operação Lava Jato, afirmando que a impunidade resultante contribui para casos como o do Banco Master. Ele atribuiu os juros elevados e o endividamento das famílias à política fiscal do governo Lula, que chamou de "gastança", e defendeu a redução das taxas de juros como medida econômica central. O pré-candidato expressou indignação com o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu o impeachment de alguns ministros, mencionando que o próximo presidente poderá indicar até quatro novos ministros devido a aposentadorias compulsórias.
Em relação aos programas sociais, Zema propõe endurecer as regras de transferência de renda, condicionando a manutenção dos benefícios à aceitação de empregos formais. Ele criticou o crescimento da dependência de auxílios governamentais, afirmando que está criando uma "geração de imprestáveis". A intenção não é extinguir os programas, mas combater fraudes e a recusa de vagas de trabalho por beneficiários, utilizando o Sine e secretarias municipais para monitorar ofertas. Quem recusar uma vaga formal sem justificativa poderá perder o benefício, com a possibilidade de uma segunda recusa ser obrigatória, visando garantir que o recurso público chegue a quem realmente precisa e não desestimule o mercado de trabalho formal.
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