O Comitê de Política Monetária decide hoje o futuro da Selic em meio a pressões inflacionárias e incertezas sobre o cenário econômico global.
O Comitê de Política Monetária (Copom) enfrenta um momento decisivo para a economia brasileira, avaliando se mantém a taxa Selic em 14,5% ou se opta por um corte residual de 0,25 ponto percentual. A decisão ocorre em um cenário de inflação persistente e deterioração das expectativas de mercado, o que exige um equilíbrio delicado entre o controle de preços e a preservação da atividade produtiva. Analistas destacam que a incerteza é amplificada pelo ambiente externo, marcado por tensões no Oriente Médio e pela condução da política monetária nos Estados Unidos. Enquanto instituições financeiras revisam suas projeções para o longo prazo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforça que a manutenção de juros em patamares elevados prejudica o setor industrial e o investimento, elevando o risco de asfixia econômica e o endividamento das empresas.
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