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SpaceX estreia na Nasdaq com valuation de US$ 1,8 trilhão

A SpaceX realizou o maior IPO da história de Wall Street, captando US$ 75 bilhões, enquanto o mercado reage a balanços corporativos de outros setores.

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Foto: Startups
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12/06 às 09:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A empresa estreou na Nasdaq com valuation de US$ 1,77 trilhão, estabelecendo um recorde histórico para um IPO em Wall Street.
  • A oferta pública inicial captou US$ 75 bilhões, com preço fixado em US$ 135 por ação.
  • Investidores individuais enviaram pedidos que superam US$ 70 bilhões, demonstrando forte interesse no IPO.
  • As ações registraram valorização de aproximadamente 30% logo após o início das negociações.
  • A estreia da SpaceX impulsionou o otimismo no setor aeroespacial, beneficiando papéis de empresas como Rocket Labs e EchoStar.
  • A Nasdaq alterou regras de listagem para permitir a entrada da SpaceX no índice Nasdaq 100 após o 15º dia de negociação.
  • Apesar do prejuízo líquido de US$ 4,94 bilhões em 2025, a empresa mantém foco em metas de longo prazo.
  • Investidores brasileiros podem negociar a companhia na B3 por meio do BDR com o código SPCX34.
  • O mercado financeiro também reagiu a quedas nas ações de empresas como Adobe e Lennar devido a mudanças na liderança e projeções fracas.

A SpaceX iniciou oficialmente suas negociações na Nasdaq nesta sexta-feira, consolidando o maior IPO da história de Wall Street. Com uma avaliação de mercado de US$ 1,77 trilhão, as ações abriram com forte valorização de cerca de 30%, impulsionadas por uma demanda massiva que superou US$ 350 bilhões. O movimento foi intensificado por uma realocação estratégica de capital por parte de grandes hedge funds, que reduziram posições em empresas das 'Magnificent Seven' para garantir participação na oferta. Para o público brasileiro, a operação trouxe novidades, com a disponibilização de BDRs da empresa na B3, sob o código SPCX34. A estreia da companhia gerou efeitos colaterais positivos no setor aeroespacial, elevando a confiança de investidores em empresas correlatas, como Rocket Labs e EchoStar.

Um dos destaques da operação foi a participação expressiva de investidores individuais, que enviaram pedidos somando mais de US$ 70 bilhões. Em uma estratégia para democratizar o acesso, Elon Musk reservou até 30% das ações disponíveis para esse público, utilizando um modelo de preço único de US$ 135 por papel, contrariando o formato tradicional de faixas de preço. Essa adesão massiva reflete a euforia global por inteligência artificial, que tem impulsionado uma onda histórica de IPOs bilionários, com o setor de tecnologia buscando captar recursos para financiar infraestrutura de data centers e modelos de I.A.

Para assegurar a integridade do sistema durante a estreia, bolsas e corretoras reforçaram sua infraestrutura tecnológica. A Nasdaq também implementou mudanças estratégicas em suas normas, eliminando a exigência de 10% de ações em free float para o cálculo de peso no índice Nasdaq 100. Com as novas regras, a SpaceX pode integrar o índice já em julho, após o 15º dia de negociação, caso mantenha o valuation atual. A medida facilita a entrada de fundos e ETFs que replicam o índice, garantindo maior liquidez ao papel, mas também elevando a volatilidade no curto prazo.

Enquanto o mercado celebrava a entrada da SpaceX, outros setores enfrentaram instabilidades. As ações da Adobe recuaram no pré-mercado após o anúncio da saída do CFO Dan Durn, enquanto a Lennar registrou queda após suas projeções de novas encomendas e entregas ficarem abaixo das expectativas, com o CEO Stuart Miller citando ventos contrários persistentes no setor imobiliário. O cenário reflete um momento de cautela seletiva, onde o otimismo com a inovação tecnológica contrasta com incertezas corporativas em setores tradicionais.

O evento marca um momento histórico para o setor aeroespacial e trouxe à tona debates sobre a governança centralizada de Musk e a sinergia com a Tesla. A estrutura da companhia, que agora engloba ativos como xAI, Starlink e a rede social X, é vista como um ecossistema tecnológico integrado. Em meio ao ceticismo de parte dos analistas sobre os múltiplos de avaliação diante do prejuízo líquido de US$ 4,94 bilhões reportado em 2025, a COO Gwynne Shotwell reforçou que a estratégia da empresa prioriza objetivos de longo prazo em infraestrutura espacial e inteligência artificial, mantendo a confiança dos investidores no potencial estratégico do ativo.

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