SpaceX estreia na Nasdaq com avaliação de US$ 1,77 trilhão
A SpaceX iniciou negociações na Nasdaq com alta superior a 20%, consolidando o maior IPO da história e atraindo forte interesse de investidores, apesar de incertezas sobre seus fundamentos financeiros.
Pontos principais
- A SpaceX estreou na Nasdaq com ações a US$ 135, registrando alta superior a 20% no primeiro dia.
- A empresa atingiu uma avaliação de mercado de US$ 1,77 trilhão, tornando-se a sétima mais valiosa dos EUA.
- A oferta levantou US$ 75 bilhões, superando o recorde histórico da Saudi Aramco.
- A valorização das ações torna Elon Musk o primeiro trilionário do mundo.
- Pesquisas indicam que 25% dos investidores da Geração Z e Millennials planejam comprar ações, motivados pelo FOMO.
- A estrutura da companhia agora engloba divisões como Starlink, Falcon 9, Starship, xAI e a rede social X.
- Apesar do otimismo, a empresa reportou prejuízos líquidos significativos em 2025 e no primeiro trimestre de 2026.
- Analistas divergem sobre projeções de receita para 2030, destacando a natureza especulativa do investimento.
- A estreia provocou uma onda de vendas em ações de concorrentes do setor aeroespacial.
- O JPMorgan aponta que a força do dólar e o foco em tecnologia desfavorecem bolsas dependentes de commodities.
A SpaceX realizou sua estreia na bolsa Nasdaq nesta sexta-feira, em um evento que se confirmou como o maior IPO da história do mercado de capitais dos Estados Unidos. Com as ações iniciando as negociações sob o ticker SPCX ao preço de US$ 135 e registrando uma valorização superior a 20% logo na abertura, a empresa alcançou uma avaliação de mercado de US$ 1,77 trilhão. A oferta captou US$ 75 bilhões, superando o recorde da Saudi Aramco e consolidando a posição da companhia entre as corporações mais valiosas do mundo, o que elevou a fortuna de Elon Musk a um patamar inédito. O sucesso da listagem reflete o amadurecimento da indústria aeroespacial privada e o forte apetite dos investidores por tecnologia de ponta.
O entusiasmo em torno da abertura de capital é impulsionado por uma base diversificada de acionistas, incluindo um forte interesse de investidores da Geração Z e Millennials, que buscam exposição à empresa que agora integra divisões estratégicas como Starlink, Falcon 9, Starship, xAI e a rede social X. Contudo, o otimismo do mercado contrasta com os fundamentos financeiros apresentados pela companhia. A SpaceX reportou prejuízos líquidos significativos ao longo de 2025 e no primeiro trimestre de 2026, levando analistas a divergirem sobre as projeções de receita para 2030 e a alertarem para a natureza especulativa do investimento neste momento inicial.
Além do impacto direto na empresa, a listagem provocou um movimento de venda em ações de concorrentes do setor, com investidores migrando portfólios para a SpaceX. Esse cenário levanta preocupações sobre a liquidez global, com especialistas do JPMorgan reforçando que a força do dólar e o retorno do 'trade de IA' tendem a desfavorecer bolsas dependentes de commodities, como a brasileira. Embora o Bradesco BBI avalie que o Brasil possa atrair capital no médio prazo devido a valuations atrativos, a concentração de recursos em gigantes de tecnologia nos EUA permanece como um fator de pressão para mercados emergentes no curto prazo.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
SpaceX begins trading today at $1.77 trillion: 25% of Gen Z investors plan to buy in — but the financials tell a more complicated story
Tech Funding News • 12 jun, 09:42
Why SpaceX IPO could spark a ‘$200bn private markets boom’
Sifted • 12 jun, 14:10
Mega IPOS nos EUA vão espantar gringos da B3 ou trazer mais fluxo para o Brasil?
InfoMoney • 12 jun, 15:11
