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Ações da SpaceX sobem quase 30% em estreia histórica na Nasdaq

Com valuation de US$ 2,2 trilhões, a SpaceX realizou o maior IPO da história, consolidando Elon Musk como o primeiro trilionário do mundo.

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Foto: G1 Mundo
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12/06 às 13:15 · atualizado 19:33

Pontos principais

  • A SpaceX estreou na Nasdaq em 12 de junho de 2026, atingindo um valuation de US$ 2,2 trilhões.
  • O IPO captou US$ 75 bilhões, tornando-se a maior abertura de capital da história do mercado financeiro.
  • A empresa entrou para o grupo das dez maiores companhias dos EUA, com peso estimado de 5% no índice S&P 500.
  • O sucesso da operação elevou o patrimônio de Elon Musk, tornando-o o primeiro trilionário do mundo.
  • A estreia provocou uma onda de venda em outras empresas do setor, como Rocket Lab, Planet Labs e Intuitive Machines.
  • Analistas apontam cautela com a avaliação elevada, dado que a empresa é negociada a 90 vezes o seu faturamento anual.
  • Elon Musk, principal acionista, está sujeito a um período de lock-up de 366 dias para a venda de suas ações.
  • Os BDRs da companhia estrearam na B3 com alta de quase 25%, movimentando R$ 145,4 milhões no primeiro dia.
  • O volume de negociação do papel SPCX34 na B3 posicionou o ativo entre os mais negociados da bolsa brasileira em sua estreia.

A SpaceX realizou sua aguardada estreia na bolsa Nasdaq sob o ticker SPCX em 12 de junho de 2026, superando as expectativas iniciais do mercado. Embora o preço do IPO tenha sido fixado em US$ 135, a intensa procura de investidores elevou as ações para US$ 173,65 no pregão, uma valorização de quase 30%. Com a operação, que levantou US$ 75 bilhões, a empresa atingiu um valuation de US$ 2,2 trilhões ao final do primeiro dia de negociações, consolidando-se como uma das dez maiores companhias de capital aberto dos Estados Unidos e representando cerca de 5% do índice S&P 500. O otimismo reflete o potencial de crescimento em frentes estratégicas como a rede Starlink, a xAI e o foguete Starship.

O impacto desta estreia gerou efeitos colaterais no setor aeroespacial. Investidores realizaram lucros em posições menores para alocar recursos na nova gigante, provocando quedas expressivas em empresas como Rocket Lab, Planet Labs e Intuitive Machines. A Virgin Galactic sofreu uma desvalorização acentuada de 28%, movimento agravado por uma confusão técnica entre investidores quanto ao código de negociação da SpaceX. ETFs focados no setor espacial também registraram recuos, evidenciando um movimento de reciclagem de capital no mercado após a chegada da nova líder do segmento.

Apesar do entusiasmo, analistas mantêm cautela, destacando que a empresa é negociada a 90 vezes o seu faturamento anual. Além disso, o mercado observa as regras de governança, incluindo o período de lock-up de 366 dias imposto a Elon Musk. O evento marcou um feito histórico para o empresário, que se tornou o primeiro trilionário do mundo. A empresa encerrou 2025 com receita de US$ 18,7 bilhões e prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões, números que reforçam a aposta do mercado no crescimento de longo prazo da companhia e na consolidação da empresa como pilar da infraestrutura espacial moderna.

No Brasil, a estreia foi marcada por forte demanda dos investidores locais. Os BDRs da companhia, negociados sob o código SPCX34, registraram alta de quase 25% e movimentaram R$ 145,4 milhões em seu primeiro dia de pregão na B3. O volume inicial coloca o ativo em um patamar competitivo com outros papéis de grande liquidez, como AURA33, JBSS32 e XPBR31. Segundo a B3, a operação representa um passo importante para facilitar o acesso do investidor brasileiro a empresas globais, embora o montante ainda permaneça abaixo do giro diário de blue chips tradicionais como Vale e Petrobras.

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