A implementação da Taxa de Turismo Sustentável enfrenta resistência de moradores e questionamentos do TCE-RJ sobre a contratação da empresa gestora.
A implementação da Taxa de Turismo Sustentável (TTS) em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, tem provocado um clima de tensão na região da Ilha Grande. A cobrança, que varia entre R$ 50 e R$ 100 por visitante, é alvo de protestos de moradores e empresários locais, que alegam ausência de diálogo por parte da prefeitura. A insatisfação escalou para atos de vandalismo, incluindo a destruição de totens de pagamento na Vila do Abraão, o que forçou um reforço no policiamento local após episódios de bloqueio de embarcações.
Paralelamente, a medida enfrenta obstáculos legais. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) abriu uma investigação para apurar a contratação da fintech Cashpago, responsável pela gestão da arrecadação. O órgão questiona a ausência de licitação no processo, que prevê o pagamento de uma comissão de 12% à empresa sobre o montante arrecadado.
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