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Dólar oscila e mercados globais reagem a escalada militar EUA-Irã

Mercados operam em queda após novos ataques dos EUA ao Irã, com disparada no preço do petróleo e cautela sobre a política monetária americana e a segurança no Estreito de Ormuz.

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Foto: G1 - Economia
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10/06 às 09:45 · atualizado 20:04

Pontos principais

  • O dólar fechou a R$ 5,17, enquanto futuros de Nova York recuam após novos ataques ordenados por Donald Trump.
  • O preço do petróleo disparou, com o WTI subindo 2% e o Brent avançando 3,88% devido ao temor de interrupções no fornecimento.
  • O Comando Central dos EUA confirmou as ações militares, justificando-as como legítima defesa sob orientação da Casa Branca.
  • Dados de inflação acima do esperado nos EUA e o desempenho negativo de ações de tecnologia pressionam o sentimento dos investidores.
  • O presidente Trump afirmou que operações secretas foram realizadas para garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz.
  • Relatos indicam que alvos estratégicos iranianos, incluindo usinas de energia e pontes, podem ser atingidos na ofensiva.

Os mercados financeiros globais enfrentam um dia de alta volatilidade devido ao agravamento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. Após o presidente Donald Trump ordenar novos ataques militares, confirmados pelo Comando Central dos EUA como medidas de legítima defesa, os índices futuros em Nova York registraram quedas. A incerteza sobre o conflito impulsionou os preços do petróleo, com o Brent avançando 3,88% e o WTI subindo 2%, refletindo o temor de investidores sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia. O presidente Trump reforçou que os EUA realizaram operações secretas para assegurar a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, enquanto relatos apontam que alvos estratégicos iranianos, como usinas de energia e pontes, podem ser atingidos. No Brasil, o dólar encerrou o pregão próximo à estabilidade, cotado a R$ 5,17, em um cenário de aversão ao risco que afeta moedas de países emergentes.

Além da crise militar, o mercado financeiro segue sob pressão de indicadores econômicos e setoriais. A divulgação de dados de inflação (CPI) nos EUA acima das expectativas, impulsionada pela alta nos preços da gasolina, reforça a cautela quanto à próxima decisão de juros do Federal Reserve. Esse ambiente de incerteza é agravado pelo desempenho negativo de ações de tecnologia e semicondutores, que já pressionavam os índices antes da escalada militar. O presidente Trump reiterou que o Irã enfrenta consequências pela recusa em negociar um novo acordo, mantendo o mercado em alerta para possíveis novas retaliações e seus desdobramentos na economia global.

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