O mercado financeiro global mantém cautela nesta terça-feira, refletindo a volatilidade provocada pela retomada de ataques militares dos Estados Unidos contra a província iraniana de Hormozgan. A ofensiva, classificada pela Casa Branca como medida de autodefesa, rompeu o cessar-fogo que vigorava desde o dia 8 de abril. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã relatou confrontos aéreos e emitiu ameaças contra bases americanas na região, elevando o risco de uma escalada no conflito. O impacto foi imediato nos preços das commodities, com o petróleo Brent registrando alta de cerca de 3% a 4%, revertendo quedas anteriores e intensificando preocupações com o fornecimento global de energia.
No cenário doméstico, o dólar apresentou instabilidade, testando mínimas de R$ 5,0146 no mercado à vista. Apesar da pressão geopolítica, o fluxo comercial brasileiro permanece positivo, atuando como um contrapeso que ajuda a conter a volatilidade cambial. Dados recentes do Banco Central mostraram um déficit em conta corrente de US$ 1,765 bilhão em abril, enquanto o Investimento Direto no País (IDP) superou as expectativas de mercado, oferecendo suporte à moeda local em um momento de incerteza externa.
A escalada militar também abalou o otimismo dos investidores, provocando fechamento majoritariamente negativo nas bolsas asiáticas, embora o índice sul-coreano Kospi tenha atingido recorde. Paralelamente, os ataques complicaram as negociações diplomáticas em Doha, cujo foco é a reabertura do Estreito de Hormuz. Embora o presidente Donald Trump tenha confirmado que o diálogo prosseguirá, a instabilidade geopolítica mantém os mercados em alerta. Analistas seguem monitorando a sustentabilidade dessas conversas e o risco de novas retaliações que possam impactar a cotação do dólar e a estabilidade das rotas comerciais nas próximas sessões.
Times Brasil • 26 mai, 11:37
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