Dólar opera com instabilidade após ataques dos EUA ao Irã
O dólar encerrou o dia em R$ 5,027 sob pressão da aversão ao risco global, alta do petróleo e incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Pontos principais
- O petróleo Brent registra alta de 3% a 4% devido à incerteza geopolítica no Oriente Médio.
- Ataques americanos à província de Hormozgan violaram o cessar-fogo estabelecido em 8 de abril.
- O dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 0,18%, cotado a R$ 5,027.
- A Bolsa de Valores brasileira apresentou queda, operando na casa dos 176 mil pontos.
- A Guarda Revolucionária do Irã relatou confrontos aéreos e ameaçou bases americanas na região.
- A alta do petróleo gera temores de pressões inflacionárias e manutenção de juros elevados globalmente.
- Dados indicam uma tendência de saída de capital estrangeiro do mercado brasileiro desde meados de abril.
O mercado financeiro global mantém cautela, refletindo a volatilidade provocada pela retomada de ataques militares dos Estados Unidos contra a província iraniana de Hormozgan. A ofensiva, classificada pela Casa Branca como medida de autodefesa, rompeu o cessar-fogo que vigorava desde o dia 8 de abril. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã relatou confrontos aéreos e emitiu ameaças contra bases americanas, elevando o risco de uma escalada. O impacto foi imediato nos preços das commodities, com o petróleo Brent registrando alta de até 4%, o que pressionou negativamente o desempenho das bolsas de valores, incluindo a brasileira, que operou na casa dos 176 mil pontos.
No cenário doméstico, o dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 0,18%, cotado a R$ 5,027. Especialistas observam que a moeda americana tem atuado como um ativo de segurança global em momentos de instabilidade geopolítica. Embora o fluxo comercial brasileiro permaneça positivo, dados recentes do Banco Central mostraram um déficit em conta corrente de US$ 1,765 bilhão em abril, e o mercado monitora com preocupação a tendência de saída de capital estrangeiro do país observada desde meados do mês.
A escalada militar também abalou o otimismo dos investidores, complicando as negociações diplomáticas em Doha. Além da incerteza sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, a alta nos preços do petróleo gera temores renovados de pressões inflacionárias globais, o que pode forçar a manutenção de juros elevados por períodos mais longos. Embora o presidente Donald Trump tenha confirmado que o diálogo prosseguirá, o mercado reagiu negativamente à percepção de que um possível acordo de paz pode demorar mais do que o esperado, mantendo a cautela sobre a sustentabilidade das rotas comerciais nas próximas sessões.
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