CNA apoia proposta de flexibilização da jornada de trabalho
A entidade defende alternativa ao fim da escala 6x1, alertando que mudanças rígidas podem elevar custos de produção e preços ao consumidor.
Pontos principais
- A CNA manifestou apoio formal à proposta do senador Rogério Marinho sobre a flexibilização da jornada.
- A entidade critica a rigidez da proposta de fim da escala 6x1 por desconsiderar a diversidade econômica.
- O setor alerta que regras mais rígidas podem aumentar custos operacionais e gerar repasses inflacionários.
- A organização defende que qualquer alteração legislativa deve passar por um debate técnico com todos os setores.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) posicionou-se favoravelmente à proposta do senador Rogério Marinho, que busca flexibilizar a jornada de trabalho como alternativa ao projeto de lei que visa extinguir a escala 6x1. Segundo a entidade, o modelo atual de discussão legislativa é excessivamente rígido e ignora as particularidades operacionais de diversos setores produtivos. Marcelo Bertoni, vice-presidente da CNA, reforçou que a flexibilização proposta mantém a segurança jurídica dos direitos previstos na CLT. O setor produtivo teme que a imposição de novas restrições trabalhistas resulte em um aumento significativo nos custos de produção, o que pressionaria a inflação e forçaria o repasse de valores ao consumidor final. Diante do cenário, a CNA solicita que o Senado promova um debate técnico amplo e inclusivo antes de qualquer mudança nas leis trabalhistas vigentes.
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