Vítimas de Jeffrey Epstein relatam ameaças após exposição de dados
Mulheres identificadas em documentos judiciais do caso Epstein enfrentam perseguição e adotam medidas de segurança extrema por medo de ataques.
Pontos principais
- A brasileira Marina Lacerda, abusada aos 14 anos, relata viver em estado de paranoia e dormir armada após ameaças.
- Levantamento da Reuters indica que ao menos 23 mulheres sofreram assédio ou intimidação após a divulgação de documentos judiciais.
- Vítimas relatam ataques em redes sociais e riscos à segurança familiar, forçando a adoção de sistemas de vigilância e proteção privada.
- Jeffrey Epstein morreu sob custódia em 2019, enquanto Ghislaine Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão pelo esquema de abuso.
A divulgação de documentos judiciais relacionados ao caso de Jeffrey Epstein desencadeou uma onda de ameaças contra as vítimas identificadas nos autos. Entre os relatos, a brasileira Marina Lacerda, que denunciou ter sido abusada aos 14 anos, afirmou viver em estado de paranoia constante, chegando a dormir armada em sua residência por receio de invasões. A exposição pública de dados pelo Departamento de Justiça dos EUA expôs dezenas de mulheres a ataques em redes sociais e intimidações diretas. Segundo a Reuters, ao menos 23 vítimas enfrentam vulnerabilidade, obrigando-as a adotar protocolos rigorosos de segurança. O cenário reacende o debate sobre a proteção de denunciantes que enfrentam figuras poderosas, mantendo o impacto do escândalo de abuso sexual liderado por Epstein, falecido em 2019, e sua ex-companheira Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão.
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