Sobrevivente relata sistema de abusos e controle na rede de Epstein
Em depoimento à BBC, uma mulher detalha táticas de manipulação, ameaças e violência física utilizadas pelo financista Jeffrey Epstein contra vítimas.
Pontos principais
- A vítima, identificada como 'Anya', descreve o ambiente de Epstein como uma seita de controle coercitivo.
- O recrutamento de mulheres ocorria por meio de falsas promessas de carreira no setor da moda.
- Relatos incluem a imposição de procedimentos cirúrgicos desnecessários e monitoramento constante.
- Anya afirma ter sido abordada por Mark Epstein após a morte do financista, evidenciando ameaças contínuas.
- O depoimento visa expor a dinâmica do ecossistema de abuso e encorajar outras vítimas a denunciarem.
Uma mulher identificada como 'Anya' revelou, em depoimento à BBC, detalhes sobre o sistema de exploração e controle mantido pelo falecido financista Jeffrey Epstein. Segundo o relato, o criminoso utilizava táticas de manipulação psicológica, dependência financeira e promessas falsas de ascensão profissional para aliciar mulheres, muitas vezes contratadas como assistentes. O ambiente era descrito pela vítima como uma 'seita', onde Epstein exercia domínio total sobre a autonomia e a vida privada das mulheres sob seu comando.
O depoimento aponta que o modus operandi incluía episódios de violência física, humilhação e a imposição de procedimentos cirúrgicos desnecessários, além da produção de material comprometedor para impedir denúncias. A sobrevivente também relatou ter sido alvo de ameaças por parte de Mark Epstein, irmão do financista, logo após a morte de Jeffrey. As revelações reforçam as investigações em curso sobre a rede de exploração sexual operada pelo financista e destacam a dificuldade das vítimas em romper o ciclo de abusos devido à influência e ao poder que ele exercia sobre seu círculo próximo.
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