Fifa corta árbitro somali da Copa do Mundo após deportação pelos EUA
Após ter a entrada negada em Miami devido a restrições migratórias, o árbitro Omar Artan foi oficialmente desligado da Copa do Mundo de 2026 pela Fifa.
Pontos principais
- Omar Artan foi barrado ao chegar no aeroporto de Miami e deportado, apesar de portar visto e passaporte diplomático.
- Autoridades americanas citaram preocupações de verificação e restrições de viagem impostas a cidadãos somalis.
- A Fifa confirmou o desligamento de Artan, ressaltando que não interfere nos processos de imigração do país anfitrião.
- Andrew Giuliani, representante da Casa Branca, defendeu a decisão da alfândega como correta.
- Artan era considerado um dos principais juízes da África, eleito o melhor do continente em 2025.
- O árbitro seria o primeiro representante da Somália a atuar em uma final de Copa do Mundo.
- O governo somali criticou a medida, classificando a decisão como um prejuízo ao espírito de fair play do futebol.
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, selecionado pela Fifa para atuar na Copa do Mundo de 2026, foi oficialmente cortado da competição após ter sua entrada negada pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos em Miami. Embora o Ministério da Juventude e Esportes da Somália sustente que o juiz possuía visto válido e passaporte diplomático, ele foi impedido de ingressar no país. O episódio ocorreu devido às restrições de viagem vigentes para cidadãos somalis, com Andrew Giuliani, da Casa Branca, afirmando que a decisão da alfândega foi correta, embora não tenha detalhado os motivos específicos da recusa.
Diante da impossibilidade de entrada do profissional no país-sede, a Fifa confirmou o seu desligamento do quadro de arbitragem. Em nota, a entidade máxima do futebol declarou que não interfere nos processos de imigração do país anfitrião, sem informar, até o momento, se haverá uma substituição para o árbitro entre os 52 nomes selecionados para o torneio. O caso evidencia os desafios logísticos enfrentados pela organização em relação às políticas migratórias atuais dos Estados Unidos.
Reconhecido como um dos principais nomes da Confederação Africana de Futebol e eleito o melhor árbitro do continente em 2025, Artan seria o primeiro juiz somali a atuar em uma final de Copa do Mundo. O corte gerou críticas de representantes somalis, que apontaram o impacto negativo da decisão no espírito de fair play do evento. A situação sublinha as tensões diplomáticas e as complexidades operacionais que cercam a realização da Copa do Mundo em um cenário de rigoroso controle de fronteiras.
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