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Políticas de imigração dos EUA dificultam entrada de torcedores na Copa

O governo Trump mantém restrições de vistos para a Copa, gerando críticas da ONU após episódios de detenção de atletas e baixa ocupação hoteleira.

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Foto: G1 Mundo
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10/06 às 06:45 · atualizado 14:15

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump defende que o governo trabalha para garantir a entrada apenas das 'pessoas certas' no país.
  • O setor hoteleiro registra ocupação abaixo de 40% nas cidades-sede, com 70% dos proprietários atribuindo a queda às restrições migratórias.
  • O alto comissário da ONU, Volker Türk, solicitou uma revisão profunda das políticas migratórias após relatos de restrições a delegações esportivas.
  • O árbitro Omar Artan foi deportado ao tentar entrar nos EUA, e o atacante iraquiano Aymen Husein relatou sete horas de detenção em Chicago.
  • O governo Trump expandiu restrições de vistos para 39 países e passou a exigir cauções financeiras para cidadãos de nações consideradas de risco.
  • A Fifa declarou que não interfere nos procedimentos migratórios dos países anfitriões, que incluem Estados Unidos, Canadá e México.
  • Países vizinhos, como México e Canadá, apresentam fluxo de reservas superior aos Estados Unidos, com o México adotando uma postura de recepção festiva.

A implementação de políticas de imigração restritivas pelo governo do presidente Donald Trump tem gerado obstáculos logísticos significativos para a Copa do Mundo. Em resposta às críticas internacionais, o presidente defendeu as medidas, afirmando que o governo trabalha para garantir que apenas as "pessoas certas" entrem no país durante o torneio. O cenário, contudo, impacta o setor hoteleiro, que registra taxas de ocupação inferiores a 40% nas cidades-sede americanas, com empresários associando a baixa demanda às novas diretrizes de controle fronteiriço.

O endurecimento das fronteiras atraiu críticas severas da ONU. O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que os Estados Unidos "repensem profundamente" suas práticas após relatos de revistas excessivas e detenções prolongadas. A preocupação foi intensificada por episódios envolvendo membros de delegações esportivas, como o árbitro somali Omar Artan, deportado em Miami, e o atacante iraquiano Aymen Husein, que permaneceu retido por sete horas no aeroporto de Chicago. A Fifa, por sua vez, reiterou que não possui autoridade para interferir nos procedimentos migratórios dos países anfitriões.

Enquanto Washington mantém o rigor como prioridade, o contraste com a recepção oferecida pelo México, que apresenta maior procura turística, levanta debates sobre a viabilidade logística e a imagem global do evento. A situação coloca em xeque a fluidez do torneio, que é sediado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México, evidenciando uma disparidade na política de recepção entre os países organizadores.

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