Fifa pagará taxa integral a árbitro somali impedido de entrar nos EUA
A Fifa pagará o salário integral a Omar Artan, impedido de entrar nos EUA para a Copa 2026 após ser barrado pelo governo Trump.
Pontos principais
- O árbitro somali Omar Artan teve a entrada negada nos EUA após ser interrogado por 11 horas em Miami sob alegações de segurança.
- A Fifa confirmou o pagamento integral da taxa de participação ao árbitro, eleito o melhor de 2025 pela CAF, para evitar prejuízos financeiros.
- Após o episódio, Artan foi convidado pela Uefa para apitar a Supercopa da Europa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, em 12 de agosto.
- O presidente da Fifa, Gianni Infantino, classificou o caso como lamentável, mantendo uma postura diplomática com a administração americana.
A Fifa confirmou que realizará o pagamento integral da taxa de arbitragem ao somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de atuar na Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos. O profissional, eleito Árbitro do Ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF), foi detido e interrogado por 11 horas em Miami, sob alegações do governo de Donald Trump de supostas ligações com organizações terroristas, antes de ser deportado. A medida da entidade visa assegurar que o árbitro não sofra perdas financeiras decorrentes dos entraves imigratórios.
Apesar do impacto negativo do episódio, que gerou comoção em seu retorno à Somália, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, evitou confrontar diretamente a administração americana. Em resposta à situação, a Uefa convidou Artan para apitar a final da Supercopa da Europa, que contará com o confronto entre Paris Saint-Germain e Aston Villa. A partida está agendada para o dia 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.
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