A companhia busca aprovar a conversão de R$ 65 bilhões em dívidas e uma reestruturação societária para garantir sua sustentabilidade financeira.
A Raízen se prepara para uma assembleia decisiva na próxima semana, onde buscará a aprovação de seu plano de recuperação extrajudicial. O objetivo central é reestruturar um passivo de R$ 65 bilhões, sendo que 45% desse montante será convertido em ações, resultando em uma mudança no controle acionário. Como parte fundamental do acordo, a Shell realizará um aporte de R$ 3,5 bilhões. O plano de longo prazo estabelece que, a partir de 2027, a operação será cindida em duas companhias distintas, com focos específicos em etanol e distribuição de combustíveis. A execução será supervisionada pelo atual diretor financeiro, Lorival Luz, que assumirá o cargo de CRO. Paralelamente, a empresa segue em tratativas com a Receita Federal para equacionar um passivo tributário de R$ 25 bilhões, um fator crítico para a viabilidade do negócio.
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