Raízen detalha plano de recuperação extrajudicial para dívida de R$ 65,4 bi
Empresa propõe aporte de R$ 4 bilhões e conversão de dívida em ações para reestruturar passivo bilionário e dividir operações.
Pontos principais
- O plano de recuperação abrange uma dívida total de R$ 65,4 bilhões.
- A proposta inclui um aporte de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos.
- Credores poderão converter dívidas em ações, podendo deter até 83% da companhia.
- A estratégia prevê a futura cisão da empresa em duas unidades: Raízen Energia e Raízen Combustíveis.
- A governança será reformulada com um conselho de sete membros, majoritariamente indicado pelos credores.
A Raízen apresentou os detalhes de seu plano de recuperação extrajudicial, visando reestruturar um passivo de R$ 65,4 bilhões. A proposta oferece três alternativas aos credores, que variam entre a conversão de dívidas em participação acionária, a emissão de nova dívida com desconto de 80% ou o pagamento à vista para pequenos credores. O processo conta com um aporte de capital de R$ 4 bilhões, proveniente da Shell e da Aguassanta Investimentos, reforçando a liquidez da companhia durante a transição. Além da reestruturação financeira, o plano estabelece a cisão da empresa em duas frentes, Raízen Energia e Raízen Combustíveis, e a criação de um novo conselho administrativo com maioria indicada pelos credores. A viabilidade do plano depende agora da aprovação em assembleias de credores, que ocorrerão nas próximas semanas, sendo um passo decisivo para a sustentabilidade operacional da empresa.
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