Raízen, Suzano e Neogrid movimentam mercado com novos anúncios
Empresas brasileiras avançam em reestruturações, parcerias globais e mudanças de controle societário nesta quarta-feira.
Pontos principais
- Raízen detalha plano de recuperação extrajudicial para R$ 75,3 bilhões em dívidas, incluindo aporte de R$ 4 bilhões e divisão em duas unidades.
- Suzano obtém autorização britânica para joint venture de US$ 3,4 bilhões com a Kimberly-Clark.
- Dalpe Gestão e Participações assume o controle da Neogrid com 54,03% das ações.
- Ecorodovias encerra disputas judiciais sobre concessões no Paraná e Americanas inicia arbitragem contra ex-executivos.
O mercado financeiro brasileiro registra movimentações estratégicas em diversos setores. A Raízen detalhou seu plano de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 75,3 bilhões em dívidas, prevendo a conversão de 45% do passivo em ações, a segregação da companhia em duas unidades independentes — Raízen Energia e Raízen Combustíveis — e aportes de R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos. O plano, que inclui um programa de desinvestimentos e a venda de seis usinas, tem conclusão prevista para 2027. A divulgação foi antecipada após uma quebra de confidencialidade com credores.
Simultaneamente, a Suzano avançou em sua expansão global ao obter aprovação regulatória no Reino Unido para uma joint venture de US$ 3,4 bilhões com a Kimberly-Clark. No setor de tecnologia, a Dalpe Gestão e Participações consolidou o controle da Neogrid. O cenário é completado pela homologação de acordos da Ecorodovias no Paraná e pelo início da arbitragem da Americanas contra ex-executivos por fraude contábil, refletindo ajustes operacionais e de governança que impactam o planejamento de longo prazo na B3.
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