Taxas de títulos públicos sobem com incertezas sobre a política monetária brasileira e instabilidade nos mercados globais de tecnologia.
Os títulos do Tesouro Direto voltaram a apresentar forte alta nas taxas nesta semana, com o Tesouro IPCA+ 2032 superando a marca de 8,5% ao ano. O movimento reflete um cenário de estresse nos ativos brasileiros, impulsionado pela repercussão da ata do Copom, que foi interpretada por investidores como um sinal de maior tolerância do Banco Central em relação à trajetória da inflação. Analistas do Goldman Sachs pontuam que a estratégia atual da autoridade monetária prioriza a redução da volatilidade, ainda que isso possa manter a inflação acima da meta no curto prazo.
Simultaneamente, o mercado local sofreu influência direta da aversão ao risco global, provocada por uma liquidação acentuada de ações de tecnologia nos Estados Unidos e na Ásia. Esse ambiente de incerteza também pressionou os títulos prefixados, que elevaram seus prêmios para patamares próximos a 14,83% para vencimentos em 2029 e 2031.
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