Nações europeias divergem sobre a redução da maioridade penal como estratégia para conter o avanço da criminalidade juvenil e o aliciamento por gangues.
O aumento da criminalidade juvenil tem forçado governos europeus a reavaliar suas políticas de segurança pública e proteção à infância. Enquanto países como a Suécia e a Itália buscam endurecer as punições e reduzir a maioridade penal para enfrentar a atuação de gangues, outras nações, como Alemanha e Espanha, mantêm o foco em medidas socioeducativas. O debate é complexo, especialmente após exemplos como o da Dinamarca, onde a redução da idade penal não resultou na queda da reincidência. Analistas advertem que o endurecimento das leis pode gerar um efeito colateral perigoso: o incentivo para que organizações criminosas recrutem crianças cada vez mais novas, visando contornar a responsabilização jurídica. A discussão reflete o desafio global de equilibrar a segurança da sociedade com a eficácia da ressocialização de menores.
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