Mauro Vieira critica novas tarifas comerciais impostas pelos EUA
O governo brasileiro contesta taxas americanas, classificando a medida como protecionismo disfarçado de preocupações ambientais e trabalhistas.
Pontos principais
- O governo dos EUA propôs tarifas de 12,5% sobre produtos brasileiros, citando desmatamento e questões trabalhistas como justificativa.
- O chanceler Mauro Vieira classificou a decisão como política, enquanto o setor produtivo aponta interesses econômicos protecionistas.
- As investigações americanas, baseadas na Seção 301, miram setores como comércio digital, Pix e infraestrutura estratégica.
- O Brasil busca reverter as sanções via negociações diplomáticas, incluindo propostas de acesso ao mercado de açúcar.
O governo brasileiro mantém forte oposição à decisão da gestão Donald Trump de impor novas tarifas comerciais ao país. O chanceler Mauro Vieira classificou a medida como política, argumentando que ela ignora os avanços ambientais brasileiros. Em paralelo, o setor exportador, representado pela ABCS, reforçou as críticas, definindo a taxação de 12,5% como uma estratégia de protecionismo disfarçada de agenda climática. O Itamaraty e lideranças setoriais alertam que o uso de barreiras ambientais pode prejudicar o crescimento econômico e a soberania em projetos de infraestrutura. Diante do impasse, o Brasil busca reverter as sanções por meio de canais diplomáticos, propondo acordos que incluem a facilitação do acesso do açúcar brasileiro ao mercado americano em troca de ajustes regulatórios, visando mitigar os impactos econômicos das medidas impostas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
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