Governo brasileiro busca negociação direta com Trump sobre tarifas
O governo brasileiro intensifica esforços diplomáticos para evitar sobretaxas americanas, contestando a legitimidade dos argumentos técnicos apresentados pelos EUA.
Pontos principais
- O chanceler Mauro Vieira classificou as sobretaxas dos EUA como infundadas e sem base técnica.
- O governo Lula passou a atribuir a responsabilidade pelas sanções diretamente ao presidente Donald Trump.
- Os EUA propuseram tarifas adicionais de 12,5% sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado, somando-se a uma proposta anterior de 25%.
- O Planalto interpretou uma foto de Trump com o senador Flávio Bolsonaro como um sinal político de alinhamento.
- O presidente Lula busca negociar diretamente com Trump durante o G7 na França para evitar a imposição das tarifas.
- Mauro Vieira reuniu-se com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, para contestar as justificativas sobre Pix, desmatamento e propriedade intelectual.
- O governo brasileiro argumenta que as investigações americanas sobre práticas comerciais desleais foram divulgadas antes do prazo acordado.
O governo brasileiro intensificou sua estratégia diplomática diante da ameaça de novas sobretaxas comerciais impostas pelos Estados Unidos. O chanceler Mauro Vieira reuniu-se em Paris com o representante comercial americano, Jamieson Greer, para contestar a legitimidade das justificativas apresentadas por Washington. Segundo o governo, o relatório dos EUA, que cita preocupações com o sistema Pix, comércio digital, propriedade intelectual e desmatamento, carece de base técnica e foi divulgado antes do prazo acordado entre as partes. O Planalto agora avalia que as medidas contam com o respaldo direto de Donald Trump, percepção reforçada pelo alinhamento político entre a Casa Branca e setores da oposição brasileira.
Enquanto o governo mantém o interesse no diálogo, o presidente Lula busca uma negociação direta com Trump durante o G7 na França para evitar a concretização das tarifas de 25% e o adicional de 12,5% por supostas falhas no combate ao trabalho forçado. Paralelamente, a diplomacia brasileira aproveitou a agenda na OCDE para fortalecer laços comerciais com outros parceiros internacionais, como União Europeia e Canadá. Diante da incerteza, o Brasil mantém a postura de não ceder em temas estratégicos e avalia a aplicação da Lei da Reciprocidade caso as medidas sejam confirmadas, focando em preservar os interesses econômicos do país.
Fonte primária
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Argumentos dos EUA para impor tarifas “não são legítimos”, diz Vieira
Agência Brasil - EBC • 4 jun, 13:57
Governo avalia que pressão dos EUA sobre o Brasil tem digital de Trump
Times Brasil • 4 jun, 11:56
Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’
G1 Política • 4 jun, 10:54
