EUA excluem itens de novas taxas, mas mantêm restrições baseadas na Seção 301, gerando impasse diplomático com o governo brasileiro.
O governo do presidente Donald Trump excluiu mais de 1.000 produtos brasileiros de sua nova política tarifária, embora setores como autopeças, sucos e equipamentos de infraestrutura permaneçam sob restrições. A medida ocorre em meio a uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite retaliações unilaterais. O relatório do USTR alega irregularidades em seis áreas estratégicas, incluindo propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento e o sistema Pix, que Washington acusa de favorecer soluções locais em detrimento de competidores estrangeiros. A recomendação atual sugere uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, medida que ainda passará por audiências públicas antes da decisão final.
Em resposta, o Palácio do Planalto contestou a investigação e ameaçou aplicar a Lei da Reciprocidade, argumentando que a maioria das importações americanas no Brasil já desfruta de tarifas reduzidas ou isenções. Enquanto a Casa Branca mantém pressão sobre políticas ambientais e normas trabalhistas, as negociações entre Brasília e Washington seguem em curso até o dia 15 de julho. O governo brasileiro busca reverter as taxas remanescentes e mitigar os impactos econômicos das sanções propostas, enquanto tenta equilibrar a diplomacia com as exigências comerciais impostas pela administração Trump.
Times Brasil • 4 jun, 09:00
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