O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a resiliência da economia brasileira frente aos choques globais, atribuindo o desempenho a idiossincrasias do mercado nacional e à menor dependência comercial dos Estados Unidos. Apesar da estabilidade relativa, Galípolo reforçou que o modelo de crescimento baseado em consumo e crédito atingiu seu limite, sendo necessária a integração do Brasil às cadeias globais de inteligência artificial para elevar a produtividade. Segundo o dirigente, a falta de ganhos de eficiência tem pressionado a inflação e forçado a manutenção de juros elevados, com o mercado projetando a Selic em 13,25% para 2026. O BC argumenta que a adoção de tecnologias de IA é o caminho para mitigar pressões inflacionárias e sustentar o crescimento econômico a longo prazo, superando estratégias baseadas em ciclos passados.
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