A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atingiu um novo patamar de tensão com a abertura de uma investigação pelo governo americano sob a Seção 301. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) apura supostas práticas discriminatórias brasileiras, incluindo barreiras ao etanol americano e a serviços financeiros como o Pix. O movimento ocorre em meio a uma agenda protecionista do governo Trump, que já sinalizou a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Em resposta, o governo brasileiro contestou as alegações, reforçando que suas políticas de biocombustíveis seguem critérios técnicos e não discriminatórios, além de apontar o desequilíbrio causado pelas altas tarifas americanas sobre o açúcar nacional. Analistas temem que o agravamento da disputa comprometa investimentos e desestabilize cadeias produtivas, recomendando que o Brasil priorize a diplomacia técnica para evitar retaliações econômicas severas.
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