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Lula acusa filhos de Bolsonaro de articularem tarifas dos EUA

Lula atribui a ameaça de tarifas de 25% dos EUA a manobras da família Bolsonaro e defende a soberania nacional sobre minerais estratégicos.

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Foto: InfoMoney
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02/06 às 14:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O governo dos EUA, via USTR, recomendou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros citando o Pix e questões de propriedade intelectual.
  • Lula classificou a medida como política e baseada em mentiras, acusando Flávio e Eduardo Bolsonaro de interferência diplomática.
  • Flávio Bolsonaro negou as acusações, afirmando ter intercedido junto a Trump para evitar taxas sobre empresas brasileiras.
  • O governo brasileiro convocou reuniões de emergência e aguarda contato direto com Trump antes da decisão final prevista para 15 de julho.
  • Lula busca diversificar parceiros comerciais, destacando a abertura do mercado chinês para a carne brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou as críticas aos senadores Flávio Bolsonaro e ao deputado Eduardo Bolsonaro, acusando-os de articularem tarifas dos EUA contra o Brasil por interesses eleitorais. A tensão diplomática escalou após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, justificando a medida com preocupações sobre o sistema Pix, propriedade intelectual e comércio digital. O chefe do Executivo rotulou a proposta como baseada em mentiras e reafirmou que o país adotará uma postura de soberania sobre minerais críticos e terras raras, tratando-os como ativos estratégicos.

Em resposta, Flávio Bolsonaro refutou as acusações, alegando ter solicitado pessoalmente a Donald Trump que não taxasse empresas brasileiras. Enquanto o governo brasileiro convocou reuniões de emergência para negociar antes da decisão final, prevista para 15 de julho, Lula busca diversificar parceiros comerciais. O presidente destacou a recente abertura do mercado chinês para a carne brasileira e cobrou dos Estados Unidos maior cooperação no combate ao crime organizado, incluindo a deportação de investigados por crimes financeiros que residem em Miami.

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