O governo dos Estados Unidos, por meio do representante comercial Jamieson Greer, anunciou uma proposta de sobretaxa de 25% sobre importações brasileiras. A medida, fundamentada na Seção 301 do estatuto comercial americano, aponta preocupações com práticas comerciais desleais em diversos setores, incluindo serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais e o mercado de etanol. Além das questões tarifárias, o documento oficial do governo Trump cita preocupações com o sistema PIX, o desmatamento ilegal e a proteção à propriedade intelectual no Brasil.
Em resposta ao anúncio, o senador Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado pessoalmente ao presidente Donald Trump, ao vice J.D. Vance e ao secretário de Estado Marco Rubio que não apliquem as tarifas. Segundo o parlamentar, a sanção seria uma retaliação política contra a gestão de Lula, especialmente devido à defesa do governo brasileiro pela desdolarização do comércio global, o que, na visão do senador, teria tornado o país uma figura inconfiável para Washington. A proposta ainda passará por um período de consulta pública antes da decisão final, que deve ocorrer em julho.
A iniciativa de Flávio Bolsonaro gerou atrito com o Palácio do Planalto. Integrantes da equipe de Lula questionam a oportunidade da afirmação do senador, apontando que ele não mencionou o pedido de isenção tarifária logo após os encontros oficiais, tendo focado inicialmente em outras pautas. O governo brasileiro acusa o parlamentar de interferir em negociações comerciais que já estavam em curso e planeja responsabilizá-lo caso as tarifas sejam efetivadas. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre o impacto dessa articulação paralela nas tratativas diplomáticas entre Brasília e a Casa Branca.
SCMP - World • 2 jun, 11:13
InfoMoney • 2 jun, 11:00
Folha de São Paulo - Mercado • 2 jun, 10:44
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