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Flávio Bolsonaro pede a Trump que não taxe produtos brasileiros

O senador Flávio Bolsonaro enviou carta à Casa Branca solicitando a suspensão de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, enquanto o presidente Lula cobra explicações de Donald Trump sobre a medida comercial.

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Foto: G1 Política
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02/06 às 10:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Escritório de Comércio dos EUA propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros com base na Seção 301.
  • A investigação cita preocupações com o PIX, desmatamento, propriedade intelectual e leis anticorrupção.
  • Flávio Bolsonaro afirmou ter intercedido junto a Donald Trump para evitar prejuízos ao país.
  • O senador enviou uma carta formal à administração Trump reforçando o pedido de isenção tarifária.
  • O governo dos EUA atendeu ao pedido do senador e classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
  • A base governista apelidou a medida de 'tariflávio', acusando o senador de ter articulado a taxação.
  • O presidente Lula associou a pressão comercial americana à atuação de aliados de Jair Bolsonaro.
  • Lula cobrou um telefonema de Trump para esclarecer as tarifas, sugerindo ironicamente que os EUA deveriam adotar o PIX.
  • As tarifas foram anunciadas após um encontro entre os líderes em maio, que havia estabelecido prazos de negociação.
  • A medida de sobretaxa passará por consulta pública antes da decisão final, prevista para julho.
  • A iniciativa de Flávio ocorre em meio a um desgaste político para o senador, que é pré-candidato à Presidência.
  • A inclusão do Brasil no programa Escudo das Américas também foi debatida como forma de estreitar laços bilaterais.

O governo dos Estados Unidos, por meio do representante comercial Jamieson Greer, anunciou uma proposta de sobretaxa de 25% sobre importações brasileiras. A medida, fundamentada na Seção 301 do estatuto comercial americano, aponta preocupações com práticas comerciais desleais em setores como serviços de pagamento eletrônico e etanol, além de citar o sistema PIX, o desmatamento ilegal e a proteção à propriedade intelectual. A administração Trump sustenta que o Brasil mantém barreiras que restringem o comércio americano, justificando a intervenção. Produtos como carne, café e aeronaves foram incluídos em uma lista de exceções da proposta inicial, que segue em fase de consulta pública até julho.

Em meio ao cenário de tensão, o senador Flávio Bolsonaro reuniu-se com Donald Trump no Salão Oval e afirmou ter solicitado pessoalmente que o governo americano não aplique as tarifas, alegando que a sanção seria uma retaliação política. Recentemente, o parlamentar reforçou sua posição ao enviar uma carta formal à gestão Trump, atribuindo a ameaça tarifária ao tom agressivo e antiamericano adotado pelo presidente Lula. Flávio acusou o governo atual de não cumprir compromissos internacionais e se colocou à disposição para auxiliar nas negociações, apesar das críticas recebidas pelo Planalto. Durante a visita, o senador também obteve o compromisso americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Paralelamente, o presidente Lula manifestou indignação com a medida e intensificou as críticas à administração americana e à oposição. O chefe do Executivo cobrou um telefonema direto de Trump para explicar a imposição das tarifas, que ocorreu apesar de negociações ministeriais em curso. Lula sugeriu ironicamente que os Estados Unidos deveriam adotar o sistema PIX em vez de temê-lo, e classificou a atuação de Flávio Bolsonaro como traição à pátria, reiterando a tese de que a pressão comercial é fruto de articulações da oposição visando o cenário eleitoral de 2026.

A iniciativa de Flávio, que busca intervir diplomaticamente para evitar barreiras comerciais, gerou atrito com o Palácio do Planalto, que acusa o parlamentar de interferir negativamente em negociações oficiais. O movimento ocorre em um momento de desgaste político para o senador, que é pré-candidato à Presidência. Enquanto a equipe econômica prepara argumentos para a consulta pública, a polarização política marca a atual relação entre Brasília e Washington. A inclusão do Brasil no programa Escudo das Américas também foi debatida, sinalizando uma tentativa de estreitar laços em áreas de interesse comum, apesar do impasse comercial que domina a agenda bilateral neste momento.

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