Esforços dos EUA por cessar-fogo no Líbano enfrentam impasse
Hezbollah sinaliza aceitação de cessar-fogo total, mas Israel mantém ameaças e Irã suspende negociações indiretas com Washington.
Pontos principais
- O presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, comunicou aos EUA que o Hezbollah aceita um cessar-fogo abrangente em terra, mar e ar.
- Israel expandiu operações terrestres e ameaça bombardear o distrito de Dahieh, em Beirute, citando alvos do grupo militante.
- O Irã suspendeu negociações indiretas com os EUA e ameaçou retaliações no Estreito de Hormuz e no Mar Vermelho.
- Autoridades americanas demonstram ceticismo quanto à viabilidade do acordo e à capacidade de Berri em garantir o cumprimento pelo Hezbollah.
As negociações mediadas pelo governo do presidente Donald Trump para um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah atingiram um ponto crítico. Embora o presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, tenha sinalizado que o grupo aceita uma trégua total, a proposta enfrenta resistência de Israel, que mantém a pressão militar e ameaça intensificar ataques contra Beirute. O cenário diplomático é agravado pela suspensão das conversas indiretas entre Washington e Teerã, com o Irã ameaçando escalar o conflito em rotas estratégicas como o Estreito de Hormuz. Enquanto o secretário de Estado Marco Rubio tenta articular uma solução, oficiais americanos expressam dúvidas sobre a eficácia de um acordo que não contemple garantias de segurança robustas, mantendo a região em um impasse de alta tensão.
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