Israel e Líbano retomam negociações mediadas pelos EUA, um dia após ataque israelense matar jornalista e em meio a denúncias de demolições de casas libanesas.
Israel e Líbano retomaram negociações em Washington, mediadas pelos Estados Unidos, em um momento de escalada de tensões na fronteira. A reunião ocorre um dia após um ataque israelense no sul do Líbano matar a jornalista Amal Khalil e ferir uma fotógrafa, elevando o número de mortos para cinco no dia, o mais letal desde o anúncio do cessar-fogo de 10 dias em 16 de abril.
Simultaneamente, o Líbano expressou forte condenação às ações de Israel, denunciando que o exército israelense tem demolido casas em áreas do sul do Líbano que ocupou após o acordo de cessar-fogo com o Hezbollah na semana passada. O presidente libanês, Joseph Aoun, instruiu a embaixadora Nada Moawad a solicitar a extensão do cessar-fogo e o fim das demolições israelenses. O Líbano condiciona negociações mais amplas, que incluiriam a retirada israelense, devolução de detidos e definição da fronteira terrestre, à extensão da trégua. Em contraste, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, chamou o Líbano de "Estado falido" e prometeu trabalhar contra o Hezbollah, enquanto os dois países permanecem oficialmente em estado de guerra desde 1948.
Um acordo de cessar-fogo anterior, mediado por Donald Trump para pausar a ofensiva de Israel, destacou a fragilidade política do Líbano, que se viu marginalizado nas negociações. Beirute foi deixada de lado nas discussões sobre o cessar-fogo que afetam diretamente o país, expondo a fraqueza política e a falta de soberania libanesa em questões cruciais para sua segurança e sublinhando a influência de atores externos na política e segurança do Líbano.
ABC News US World • 23 abr, 03:42
Financial Times World • 23 abr, 01:00
G1 Mundo • 22 abr, 21:32
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