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STF julgará vínculo empregatício de motoristas de aplicativos em junho

O STF agendou para 24 de junho o julgamento que definirá a existência de vínculo empregatício entre trabalhadores e plataformas de aplicativos.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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29/05 às 08:32 · atualizado 16:32

Pontos principais

  • O julgamento possui repercussão geral, tornando a decisão vinculante para todo o Judiciário brasileiro.
  • A pauta foi definida após a ausência de consenso no Congresso sobre o projeto de lei que regula o setor.
  • A decisão final impactará cerca de 10 mil processos parados em todo o país.
  • O caso analisa recursos das empresas Rappi e Uber contra decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo.
  • A maioria dos ministros tem derrubado decisões trabalhistas que reconheciam o vínculo, favorecendo a tese da terceirização.
  • O julgamento havia sido suspenso em outubro do ano passado após as sustentações orais das partes.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou para o dia 24 de junho a retomada do julgamento definitivo sobre o vínculo empregatício entre motoristas, entregadores e empresas de aplicativos. A decisão terá repercussão geral, obrigando a aplicação do entendimento em todos os processos similares no país, o que impactará cerca de 10 mil ações atualmente paradas. O julgamento, que havia sido suspenso em outubro do ano passado após as sustentações orais, analisa recursos apresentados por plataformas como Uber e Rappi contra decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício. A medida busca pacificar as divergências entre a Justiça do Trabalho e a Corte, em um cenário onde a maioria dos ministros tem derrubado decisões que reconheciam o vínculo, favorecendo a tese da terceirização. O caso coloca em lados opostos a defesa das plataformas, que se veem como intermediadoras tecnológicas, e os trabalhadores, que apontam controle sobre tarifas e trajetos como prova de subordinação e precarização. A definição jurídica é crucial para o futuro da economia digital no Brasil, podendo alterar significativamente as estruturas operacionais e os custos das empresas do setor.

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