O setor público consolidado brasileiro apresentou resultados fiscais distintos em abril. Enquanto o resultado primário — que exclui o pagamento de juros — registrou um superávit de R$ 24,6 bilhões, impulsionado pela arrecadação federal, o resultado nominal fechou o mês com um déficit de R$ 60,139 bilhões. Essa diferença reflete o peso dos encargos financeiros sobre a dívida pública, que elevaram o déficit nominal acumulado em 12 meses para R$ 1,222 trilhão, representando 9,41% do PIB. A dívida líquida do setor público atingiu R$ 8,8 trilhões, ou 67,4% do PIB, pressionada pela variação cambial e pelos juros nominais. O governo central foi o principal motor do superávit primário, com saldo de R$ 26,1 bilhões, enquanto as empresas estatais, excluindo Petrobras e Eletrobras, registraram um déficit de R$ 1,8 bilhão no período.
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