Déficit público atinge R$ 56,1 bilhões em maio e dívida sobe
O setor público consolidado registrou déficit de R$ 56,1 bilhões em maio, elevando a dívida bruta para 81,1% do PIB, o maior patamar desde 2021.
Pontos principais
- O déficit primário de R$ 56,13 bilhões superou a expectativa de mercado de R$ 53,5 bilhões.
- A dívida pública bruta atingiu R$ 10,62 trilhões, subindo para 81,1% do PIB, o maior nível desde maio de 2021.
- O resultado negativo representa um aumento de 66,4% em comparação aos R$ 33,7 bilhões registrados em maio de 2025.
- O déficit nominal total em maio chegou a R$ 163,7 bilhões, influenciado por R$ 107,5 bilhões em gastos com juros.
- No acumulado de doze meses, o déficit primário alcançou R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do PIB.
- A dívida líquida do setor público subiu para R$ 8,9 trilhões, representando 67,9% do PIB nacional.
- O resultado acumulado de 2026 soma R$ 24,9 bilhões, pressionado pela antecipação de precatórios.
As contas do setor público consolidado registraram um déficit primário de R$ 56,13 bilhões em maio de 2026, desempenho que superou as projeções de economistas. O resultado, divulgado pelo Banco Central, foi impulsionado majoritariamente pelo governo central, que respondeu por R$ 55,17 bilhões do montante, enquanto governos regionais contribuíram com um déficit de R$ 1,2 bilhão. Esse cenário representa um aumento expressivo de 66,4% em relação aos R$ 33,7 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, reforçando a pressão sobre as contas públicas.
O desequilíbrio fiscal, somado ao impacto dos juros elevados, que somaram R$ 107,5 bilhões apenas no mês, elevou a dívida pública bruta para 81,1% do PIB, totalizando R$ 10,62 trilhões. Este é o maior patamar de endividamento desde maio de 2021, período marcado pelos gastos extraordinários da pandemia. Além disso, o déficit nominal total atingiu R$ 163,7 bilhões em maio, enquanto a dívida líquida alcançou R$ 8,9 trilhões (67,9% do PIB). Com o saldo primário acumulado em R$ 24,9 bilhões no ano, influenciado pela antecipação de precatórios, analistas apontam que o cenário atual impõe desafios crescentes para a trajetória de sustentabilidade fiscal do país a longo prazo.
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