O endividamento das famílias brasileiras alcançou o patamar recorde de 80% em abril, impulsionado por um cenário de juros elevados e spreads bancários entre os maiores do mundo. Com a taxa Selic em 14,5% e o Brasil ocupando a segunda posição global em juros reais, o acesso ao crédito tornou-se significativamente mais caro. A situação é agravada pelos juros do rotativo do cartão de crédito, que superam 400% ao ano, pressionando o orçamento doméstico. Para mitigar esse impacto, o governo federal lançou o programa Novo Desenrola, que viabiliza a renegociação de dívidas com descontos de até 90% e a possibilidade de utilização do FGTS. Especialistas alertam que, embora o programa ofereça um alívio imediato, a persistência de spreads bancários elevados e da política monetária restritiva mantém a inadimplência em níveis preocupantes, exigindo medidas estruturais para aliviar o peso do crédito sobre a renda da população.
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