O endividamento das famílias brasileiras registrou um novo recorde histórico em fevereiro de 2026, atingindo 49,9% da renda anual. Os dados, divulgados pelo Banco Central, mostram um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior e representam o patamar mais elevado desde o início da série histórica em janeiro de 2005. O comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7%, sendo que 10,63% são destinados apenas ao pagamento de juros, com destaque para a taxa média de 428,3% ao ano no cartão de crédito rotativo.
Esse cenário de alto endividamento pressiona a agenda econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que prioriza o combate a essa questão. Uma nova versão do programa Desenrola (Desenrola 2.0) está sendo estudada, com propostas que incluem o uso de recursos do FGTS para facilitar acordos e restringir o acesso a linhas de crédito mais caras. O objetivo é limitar o consumo e a recuperação financeira das famílias, reduzindo o risco de inadimplência e impactando a economia em geral.
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