Endividamento das famílias atinge recorde de 49,9% em fevereiro
O endividamento das famílias brasileiras alcançou 49,9% da renda em fevereiro, o maior nível desde 2005, com 29,7% comprometidos com dívidas.
Pontos principais
- O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% da renda em fevereiro de 2026, o maior nível desde 2005.
- O comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7% no mesmo período, o maior nível desde 2011.
- Desse total, 10,63% da renda é destinada apenas ao pagamento de juros, com o cartão de crédito rotativo a 428,3% ao ano.
- O governo Lula estuda o programa Desenrola 2.0, com possível uso de recursos do FGTS, para renegociar dívidas.
O endividamento das famílias brasileiras registrou um novo recorde histórico em fevereiro de 2026, atingindo 49,9% da renda anual, segundo dados do Banco Central. Este patamar, 0,1 ponto percentual acima do mês anterior, é o mais elevado desde o início da série histórica em janeiro de 2005. Paralelamente, o comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7% em fevereiro, marcando o maior nível desde março de 2011. Desse percentual, 10,63% são destinados exclusivamente ao pagamento de juros, com destaque para a taxa média de 428,3% ao ano no cartão de crédito rotativo.
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