Tarcísio reconhece demandas de grevistas da USP, mas cita autonomia
O governador de São Paulo classificou como justas as reivindicações dos grevistas, mas reforçou que a gestão orçamentária cabe à reitoria da USP.
Pontos principais
- Tarcísio de Freitas afirmou que as demandas por auxílio estudantil e melhores condições são legítimas.
- A greve na USP ultrapassa um mês, com impasses sobre o reajuste do auxílio Papfe e salários de professores.
- Docentes rejeitaram a proposta de reajuste de 3,47% apresentada pelo Cruesp.
- A reitoria da universidade sustenta que a proposta atual representa o limite orçamentário possível.
- O Instituto de Física da USP alertou sobre o risco de perda do semestre letivo e cancelamento de matrículas.
O governador Tarcísio de Freitas manifestou apoio à legitimidade das pautas levantadas por estudantes e professores da USP, que se encontram em greve há mais de um mês. Apesar do reconhecimento das demandas por melhorias na permanência estudantil e reajustes salariais, o governador enfatizou que a resolução do impasse depende da autonomia administrativa da reitoria da universidade. Atualmente, o movimento enfrenta um cenário crítico, com a rejeição da proposta de 3,47% de reajuste oferecida pelo Cruesp e a pressão crescente sobre o calendário acadêmico. A diretoria do Instituto de Física da USP já sinalizou a possibilidade de perda do semestre letivo e cancelamento de matrículas de calouros caso as atividades não sejam retomadas. Enquanto os grevistas buscam avanços nas negociações, a reitoria mantém a posição de que os recursos disponíveis atingiram o limite orçamentário da instituição.
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