A greve de 2026 nas universidades estaduais paulistas, USP, Unicamp e Unesp, foi motivada pela insatisfação com a política de gratificações docentes, defasagem salarial e a necessidade de ampliação das políticas de permanência estudantil. O movimento, iniciado na USP em abril, busca melhores condições de infraestrutura e assistência. Atualmente, a situação permanece em impasse, com assembleias em curso nas demais instituições e uma reunião decisiva do Cruesp agendada para maio.
Pesquisa fechada em 7 de maio de 2026. A greve está ativa nas três universidades, com foco em permanência estudantil e recomposição salarial. Estudantes da USP estão em greve desde 14 de abril. Na Unesp e Unicamp, assembleias ocorrem para decidir a adesão ao movimento, enquanto o Conselho de Reitores (Cruesp) se reúne em 11 de maio para discutir as pautas.
Em 31 de março de 2026, o Conselho Universitário (CO) da USP aprovou a GACE — Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas: pagamento mensal adicional de R$ 4.500,00, exclusivamente para docentes em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa (RDIDP) que apresentassem projetos em áreas consideradas estratégicas pela reitoria, como oferta de disciplinas em inglês, ações de extensão e internacionalização. A exclusão dos servidores técnico-administrativos desencadeou a primeira greve da gestão Segurado-Bernucci.
Capital (Butantã, Leste, Largo São Francisco, Quadrilátero da Saúde):
Interior: USP São Carlos (23 cursos); Ribeirão Preto (Psicologia, Biologia, Biblioteconomia, Pedagogia, Direito, Enfermagem, Ciências Biomédicas, Química, Física Médica, Matemática Aplicada a Negócios, Educação Física, Terapia Ocupacional); campi de Piracicaba, Bauru e Lorena também aderiram.
Adesão da FEA (Economia/Administração) não confirmada nas fontes; em deliberação. (Fonte: Metrópoles — https://www.metropoles.com/sao-paulo/greve-usp-104-cursos-parados)
Reviravolta após a desocupação violenta (10/5): parte das unidades que criticaram a ocupação passou a criticar a ação policial; algumas que tinham desmobilizado reconsideraram a retomada da greve.
Aderiram: Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Artes Cênicas, Engenharia de Alimentos e outros 12. Em deliberação: Humanidades, Medicina, Pedagogia, Economia. Reitoria afirma: "não há greve na Unicamp; negociações com entidades estudantis seguem normalmente." (Fonte: Diário do Grande ABC — https://www.dgabc.com.br/Noticia/4318609/)
Em 8 de maio, Segurado declarou que:
Defendeu a autarquização da saúde como "essencial para o futuro da universidade", citando custos de saúde de ~R$ 1,1 bilhão em 2025.
(Fontes: Poder360 — https://www.poder360.com.br/poder-brasil/pm-usa-gas-para-retirar-estudantes-da-reitoria-da-usp/ ; CNN Brasil — https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/policia-militar-usa-bombas-e-gas-para-desocupar-reitoria-da-usp/ ; Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/policia-militar-desocupa-estudantes-da-reitoria-da-usp ; Nota oficial USP — https://jornal.usp.br/comunicados/nota-sobre-processo-de-reintegracao-de-posse-do-predio-da-reitoria/)
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