Grupos ligados ao PT intensificam pressão pelo fim da escala 6x1
Militância petista pressiona pela PEC que altera a jornada de trabalho, enquanto o centrão negocia mudanças nas regras de transição na Câmara.
Pontos principais
- A PEC propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de folga.
- O governo Lula adota a pauta como bandeira estratégica para a base governista.
- O relator Leo Prates prevê transição de 14 meses para a nova carga horária.
- Partidos do centrão tentam remover a regra de transição de 60 dias do texto original.
- Trabalhadores com salários acima de 2,5 vezes o teto do INSS seriam dispensados das novas regras.
Grupos ligados ao PT e aliados do governo intensificaram a pressão na Câmara dos Deputados pela aprovação da PEC que visa extinguir a escala 6x1. A proposta, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, conta com o apoio do governo Lula, mas enfrenta resistências e negociações intensas no Legislativo. Enquanto a militância utiliza ferramentas como a plataforma 'Na Pressão' para mobilizar eleitores, parlamentares do centrão buscam alterar pontos do texto, incluindo a remoção da regra de transição de 60 dias proposta pelo relator Leo Prates. O texto atual estabelece um período de transição de 14 meses para a implementação total da carga horária, com exceções para trabalhadores que recebem acima de duas vezes e meia o teto do INSS. Após acordos, destaques que limitariam a medida a categorias específicas foram retirados, mantendo o debate sobre a viabilidade da proposta em pauta.
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