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EUA e Irã discutem acordo para gestão do Estreito de Ormuz

Proposta prevê normalização do tráfego no Estreito de Ormuz em 30 dias, reduzindo o preço do petróleo abaixo de 90 dólares o barril.

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Foto: G1 Mundo
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27/05 às 10:15 · atualizado 11:45

Pontos principais

  • O plano estabelece a normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz em até 30 dias após a assinatura.
  • O acordo prevê a retirada de forças militares dos EUA e o fim do bloqueio naval vigente na região.
  • O petróleo WTI recuou cerca de 4,7%, sendo negociado abaixo da marca de 90 dólares por barril.
  • A gestão do tráfego marítimo passará a ser do Irã, com cooperação de Omã.
  • Especialistas mantêm ceticismo, estimando que a normalização total do fluxo de petróleo ocorra apenas no início de 2027.
  • O pacto poderá se tornar uma resolução vinculativa da ONU caso seja finalizado em 60 dias.

Uma minuta de acordo entre os Estados Unidos e o Irã estabelece as bases para a normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz. Conforme o documento, a gestão da rota marítima passaria a ser responsabilidade iraniana, com cooperação de Omã, em troca da retirada das forças militares americanas e do fim do bloqueio naval. A perspectiva de normalização do fluxo em até 30 dias impactou os mercados, levando o petróleo WTI a recuar para a casa dos 89 dólares por barril. Embora a mídia estatal iraniana tenha repercutido os termos, ainda não há confirmação oficial sobre a aceitação integral pelo governo do presidente Donald Trump.

O cenário permanece complexo, com especialistas alertando que, mesmo com um acordo, o restabelecimento do fluxo total de petróleo pode levar meses, com projeções indicando uma normalização completa apenas para o início de 2027. A tensão entre Washington e Teerã persiste, exacerbada por recentes operações militares defensivas do Pentágono no sul do Irã. Caso as negociações avancem nos próximos 60 dias, o pacto poderá ser formalizado como uma resolução vinculativa da ONU. Apesar da iniciativa diplomática, o Irã mantém alertas sobre possíveis represálias caso os termos não sejam cumpridos integralmente por ambos os lados.

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